DESCRIÇÃO

Sejam Bem-Vindos ao nosso blog das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Sines, "Mar de Letras". É um espaço dedicado a alunos, professores e à comunidade em geral, promovendo a leitura e o conhecimento literário. Com uma abordagem inclusiva, este blog tem como objetivo partilhar conteúdos que refletem a diversidade cultural e histórica, estimulando o interesse pela literatura e pela troca de ideias.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

DIA MUNDIAL DO LIVRO - 23 DE ABRIL

A era de Gutenberg

Na Idade Média quem se destaca são os copistas que, tal como o nome indica, dedicavam-se a copiar obras integrais dezenas de vezes. Já no fim desta época, surge a invenção que iria revolucionar a cultura para sempre: a imprensa de Gutenberg.

Inicialmente, a ideia de Gutenberg consistia em gravar o conteúdo de cada página num bloco de madeira, passar tinta nesse suporte e depois carimbar o papel – fazendo com que as cópias se duplicassem rapidamente. No entanto, a Idade Moderna trouxe evolução e desenvolvimento ao conceito inicial: surgem os primeiros caracteres (ou tipos) móveis reutilizáveis e a prensa – o que facilitou a tarefa dos copistas e fez com que o livro chegasse a todas as classes sociais

O livro a partir do século XX

Após a constante evolução em tipografias, tecnologias, técnicas e materiais utilizados (como o papel, as tintas e os tipos), no século XX a cultura do livro foi um pouco ofuscada com a invenção da rádio, da televisão e do cinema. Neste século, surgiram também as fotocopiadoras, os computadores – que ajudaram a divulgação do livro –, o copyright e o ISBN (que vieram legislar as obras literárias e concederam direitos aos seus autores). Por esta data, a sociedade já está totalmente ambientada ao livro e as técnicas para o produzir já estavam completamente desenvolvidas.

Com o progresso da internet, o livro adapta-se às novas tecnologias e surge o ebook no fim do século XX. Com este progresso, as empresas começaram a apostar mais na tecnologia, julgando que o livro digital iria mudar o rumo da história, mas prova-se à indústria que o livro físico ia ficar na sociedade por muitos anos – até aos dias de hoje. Por fim, não devemos esquecer também o audiobook que, apesar de ser um conceito relativamente novo, a ideia surgiu nos anos 30 – onde o objetivo era permitir aos invisuais ter acesso à literatura.

Desde o papiro até aos dias de hoje, o livro não tem parado de evoluir, representando sempre uma ferramenta essencial para várias áreas do conhecimento e do lazer. É através do livro que podemos aprender, conhecer novas culturas e, até mesmo, viver centenas de histórias sem sair do lugar! A invenção do livro foi, de facto, um grande passo para a Humanidade!

https://www.trintaporumalinha.com/livro-historia

 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

BAILE DA BIBLIOTECA - EQUIPA PEDAGÓGICA 6º ANO Nº 2

No dia 10 de março realiza-se na Biblioteca Escolar, a dramatização de biografias relativas a diversos escritores portugueses  pelos alunos, no âmbito da Educação Literária - leitura em coro, momentos musicais e lanche partilhado -.

A atividade é realizada a partir da disciplina de Português, em articulação com a Equipa Pedagógica do 6º ano, nº 2,  a Biblioteca Escolar e a família.

Maria de Fátima Nunes

sábado, 7 de fevereiro de 2026

LER, ESCREVER E PENSAR NA BIBLIOTECA ESCOLAR EBVGS

Na última semana a atividade "LER, ESCREVER E PENSAR", teve continuidade na Biblioteca Escolar da Escola Vasco da Gama de Sines com turma de 5.º e 6.º anos. 

A leitura transformou-se em diálogo e o círculo de alunos tornou-se um porto seguro, contra a intempérie que se fazia sentir lá fora - o rugir do vento e o barulho das ondas do mar -. Nada como refletir e pensar nas histórias que os livros guardam para nos contar... Não se trata apenas de ler o que está escrito. É preciso dar voz às palavras, cruzar culturas e despertar emoções. Partindo de três obras singulares, viajámos até África, refletimos sobre o papel da Mulher, a resiliência e a importância do sonho. 

Através de uma seleção cuidadosa de obras que privilegiam a imagem e a profundidade ética - desde a persistência em África à metáfora da generosidade absoluta -, os alunos foram convidados a cruzar vivências e a resgatar memórias familiares. Foi um momento em que a literatura deixou de ser um objeto estático para se tornar "ninho, casa, abraço e colo" - Pelos Sonhos É que Vamos (da Associação Capulana), Endireita-te (de Rémi Courgeon) e A Árvore Generosa (de Shel Silverstein).

O primeiro sensibiliza para o sonho, o trabalho, a persistência, a vontade, o foco e a resiliência diante de dificuldades como a pobreza (neste caso, em África), abordando os valores da associação e da colaboração para ajudar muitos a cumprirem os seus sonhos. O segundo, em intertextualidade com o primeiro, apresenta imagens de uma beleza indiscritível que nos remetem para a cultura, a educação e o papel da mulher em África - o uso de algo à cabeça desde pequena para "ficar direita". Por aqui, foi possível cruzar culturas e vivências, comparar e refletir sobre a nossa e outras vidas, sobre crianças que valorizam a felicidade com o pouco que têm. Cada aluno sentiu necessidade de falar de alguma circunstância da sua vida ou de alguma história contada pelos avós, evocando memórias de dificuldades e tempos difíceis. 

Por fim, A Árvore Generosa: tão pequena em texto e enorme em profundidade. Alguns riscos desenharam as duas personagens, fazendo-os imaginar como não será difícil escrever uma história... "Era uma vez uma árvore que adorava o menino... e todos os dias o menino vinha...". Depressa a árvore cresceu em muitas direções.

Da personificação da árvore que fala, brinca e se dá em amor e felicidade — "e a árvore ficou feliz" — à metáfora da sua sombra, dos frutos, dos ramos e das suas raízes que seguram o tronco e a vida; a árvore-ninho, casa, abraço, colo e MÃE... até à longa ausência do menino, que só voltava quando precisava de ajuda. Ficámos a refletir sobre tudo: no crescimento de tantos de nós, humanos, que nos ausentamos da "CASA" e só voltamos a ela quando precisamos de colo…

Terminámos a olhar para dentro. Entre raízes e sombras, falámos de gratidão e colo, humildade e generosidade. E que lição? "Nunca façam como o menino... sejam ÁRVORE!

Os alunos levantaram-se e saíram da aula de peito cheio e olhos brilhantes. E eu, como a árvore, com pouco, fiquei feliz…

 Maria de Fátima Nunes

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS - BIBLIOTECA ESCOLAR PORTO COVO


DIA MUNDIAL DO LIVRO - 23 DE ABRIL

A era de Gutenberg Na Idade Média quem se destaca são os  copistas  que, tal como o nome indica,  dedicavam-se a copiar obras integrais de...